Escola de Emergência

MARATONA COVID-19

Maratona. Mais de 42km correndo, para muitos uma eternidade. Quando o tema é COVID-19 muitos tem essa sensação: maratona. E maratona requer resiliência, resistência, constância… por isso decidimos chamar de MARATONA.

Um ano se passou e continuamos batendo recordes todo santo dia. Aumento do número de casos tem forçado – de novo – nosso sistema de saúde, com pacientes DESAFIADORES.

Intubar é um desafio, ventilar é um desafio, resposta inflamatória é um desafio… e esse desafio CHEGA NO SEU PLANTÃO, quando você menos espera.

Em 2020 fomos convocados para trabalhar no MAIOR COVIDÁRIO da AMERICA LATINA, aqui no Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP. Vivemos na pele os DESAFIOS dessa MARATONA. Perdemos pacientes, lutamos com tantos outros, conseguimos dar ALTA HOSPITALAR.

E agora, nesse momento de DÉJÀ VU, não pensamos duas vezes. Sentamos com nosso time de conteúdo, mudamos o rumo das publicações do ano e montamos essa MARATONA. 

É preciso estar PREPARADO para correr uma maratona como essas e mesmo preparado existem dores que todos nós passamos. Tudo era mais difícil, tudo voltou a ser mais difícil. Intubar, oxigenar o paciente, ventilar, sedação contínua, despertar… essa dor nós também sentimos.

22 a 25 de março

Maratona COVID-19

DIAS
HORAS
MINUTOS
SEGUNDOS

VOCÊ PRECISA CONHECER A FAMÍLIA SILVA SANTOS

Que ano. Em Janeiro de 2020, a família Santos Silva realizou um sonho: “Baiana Confeitaria” abria as portas para o público. Não foi fácil. Anos e anos fazendo os bolos e brigadeiros sob encomenda pra toda região, antes da inagurucao era tudo muito simples. Os Bolo da Dalva: papel e caneta, bolo de um ano, casamento, aniversario, bolo de café da tarde, brigadeirinho para a criancada, era muito trabalho e pouco retorno. Todo aquele amor, luta e dedicacao de Dona Dalva ganhou corpo quando sua filha Bebeta casou-se com Tonho. Tonho viu que sua sogra tinha para virar uma confeiteira famosa. Apesar de nao ter estudado, de serem de um bairro humilde, isso não é limitador. Só precisariam de um empurraozinho. E foi em 2020 que esse empurrao aconteceu:

José Pedro, entusiasta, apaixonado pelo empreendedorismo, soube que tinha um bolo muito gostoso na periferia da cidade de salvador. Conheceu a família, o trabalho e se apaixonou. A receita dela era infalível. Investiu o que tinha e juntos montaram o novo negocio da cidade: Baiana Confeitaria. 2 meses e MUITO sucesso. Faturaram em dois meses referente aos ultimos 3 anos. Confeitaria em bairro nobre, fabrica propria, marketing de qualidade. Que sucesso.. até que…

Em março portas fechadas. Sem bolinho da tarde, festas, casamentos, aniversários. Pandemia. Dona Dalva 65 anos, grupo de risco. Pedrinho, neto caçula 20 anos , asmático. Tonho obeso, hipertenso. Bebeta, 42 anos, sem comorbidades. José Pedro decidiu que seria inviavel manter a producao. Sera que teria saida? Portas fechadas.

A família santos silva resolveu ficar em casa. Até porque era muito risco. Reduziram as contas, apertaram dali, seguraram a onda daqui… O Tempo passsou , até que as coisas melhoraram e entao no segundo semestre retornaram as atividades.

Tudo corria bem, eventos aocntecendo novamente, com menor numero de pessoas, mais intimistas, mas sempre era encomendado um bolo ou algum docinho. Vendas a todo vapor, entusiasmo voltava a pertencer a casa. Todo cuidado era pouco. Apesar de abertos, mantiveram todos cuidados contra o vírus. A família resolvia tudo de casa. Dona Dalva e Bebeta preparavam os bolos especiais na sua propria cozinha. 

Saiam o mínimo possível, contando os dias para Dona Dalva vacinar. Era uma Sexta-feira, dia do aniversario de Pedrinho, e a familia decide enfim se reunir para uma surpresa. Já está tudo bem, em breve vacina. Vamos fazer só para os mais intimos, sem aglomeracao.

Nucleo Silva Santos, Jose Pedro, a namorada de Pedrinho, Leo, seu melhor amigo e Seu Walter, amigo da familia.

 

Caso Verde

Que festa de aniversário épica. Nem teve nada demais, mas parecia que a distância, o tempo que estavam se distanciando potencializou os encontros e afagos.

Parabéns, Parabéns. Sopra a vela!!!! – terminava uma noite especial.

Na semana seguinte, tudo parecia ocorrer bem.. até que:
-Sogra, a senhora nao acertou nesse bolo, nao sinto gosto. Prova aqui…disse Tonho.
-Nao estou sentindo cheiro de nada! Estranho… Devo ter errado na mao, meu filho.

Tudo corria bem, até que 3 dias depois, Pedrinho acorda queimando de febre. Bebel fica desesperada.

-Será que ele está de COVID?

E então percebe que Dona Dalva nao saia do banheiro. Disse que estava com uma diarreia horrorosa.
-Vamos todos testar, vamos para o hospital. Liga para quem veio ao aniversario de Pedrinho.

A família toda bate no Hospital Trincheiras no seu plantao. Bebel, Tonho, Pedrinho, Dona Dalva.

DIAS
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MINUTOS
SEGUNDOS

Caso Amarelo

No consultório 2 estava Pedrinho, nada bem.

Asmático desde criança, mas ja tinha tempo que não cansava desse jeito. Comecou um quadro de febre hoje de manhã e há dois dias vinha meio mole e sem sentir cheiro das coisas. A febre estava altíssima naquele momento, beirando 40º. Seu parceiro de plantão preferiu levar para Sala Vermelha.

Bebeta não parava de chorar. Que desespero!

-Mãe, vai fi-ca-r tu-do b-e-m.

DIAS
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MINUTOS
SEGUNDOS

Caso Vermelho

Era manhã, horario de visita. Cadê Tonho? Estranho, ele não deixa de vir um dia visitar Pedrinho. Algo errado está errado… BEM ERRADO. Pedrinho fica inquieto e pede para ligar para os pais, ele conhece sua família e sabe que jamais deixariam de visita-lo. 10º dia do encontro entre o vírus e a família Silva Santos. E então, Teco, enfermeiro, liga para a família.

CAOS.

Dona Dalva chorava copiosamente.Tonho não passou o dia bem ontem… Febre, tosse, cansaço. Na madrugada a tosse ficou mais forte, reclamava de dor no peito que dava falta de ar. Agora de manhã ficou confuso e Bebel está correndo agora com ele para as Trincheiras. Não conte a Pedrinho.

A crise. O fatídico 10º dia.
-Pedrinho, eles nao atenderam o telefone.

Corre, sala vermelha, Tonho chegando e de longe voce ve que ele nao está nada bem

A= VA pervea
B= tiragem intercostal, FR 33, MVBD, creptos difusos e roncos, Sat 83%AA
C= pele fria, palido, pulso cheio, simetrico, tec 3 segundos, BRNF 2t sem sopros, FC 115, PA 95x70mmHg
D= Confuso, pupilas reagentes, sem deficits focais

Voce inicia aporte de O2 com MNR 15L e Tonho persiste com Sat de 86%. Está extremamente agitado, desconfortável.

DIAS
HORAS
MINUTOS
SEGUNDOS

Caso Desafio

José Pedro. Por onde andaria seu José Pedro? Bebel tentava ligar insistentemente para ele. Será que também estaria com COVID?

Mal sabia ela… duas noites atrás, SAMU havia chegado para atender  Zé. Dispararam rapidamente ambulância avançada, pois o mesmo nem conseguia conversar direito no telefone. Sabe Deus como ele conseguiu passar o endereço. O destino colocou ele no mesmo quarto de UTI que Tonho. Trocas ruins, mas não parecia ARDS. Fechava diagnóstico, mas não houve resposta as medidas inicias.

PseudoARDS. Será?

DIAS
HORAS
MINUTOS
SEGUNDOS

QUEM SOMOS NÓS?

Nós somos o GRUPO MOVER Ensino e Inovação, uma STARTUP de ensino em Medicina de Emergência e o nosso principal objetivo é mudar a realidade da Emergência no Brasil. MOVER: verbo, ação, movimento. MOVER, de sair do lugar comum, de fugir a zona de conforto. De ser inquieto o tempo todo.

Qualidade de conteúdo, regularidade e nossa baianidade escancaradas em tudo aquilo que a gente faz, em cada post, em cada fala e em cada produto. Quando dizem para a gente que nossa marca, nosso jeito, nossas aulas NÃO PARECEM MEDICINA, ficamos felizes, pois pulamos dos jalecos amarrotados da graduação para a vida que gostaríamos de ter e viver.

Sonhamos com uma medicina passada de maneira clara, fácil, descontraída e baseada em estudo ativo. Dessa forma, com ensino baseado em experiências agradáveis, com ensino baseado na prática e sempre baseado nas últimas evidências, tudo fica mais tranquilo. 

NOSSO GENERAL

Geibel Reis

  • CEO GRUPO MOVER
  • Cirurgião Geral HC FMUSP
  • Professor do Internato de Urgências e Emergências da Universidade Federal da Bahia entre 2017 e 2019
  • Preparação para meia-maratona em 2021
  • Remanescente da geração pré anos 90

NOSSA MILVOLTS

Clara Carvalho

  • COO GRUPO MOVER
  • Residente de Medicina de Emergência do HC-FMUSP
  • Membro ACEP
  • Expedicionária Instituto DHARMA
  • Preparação IRONMAN 2022

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Mais depoimentos

O que nossos alunos andam falando da gente por aí

Perguntas mais frequentes

Aqui estão as principais perguntas a cerca de nossa MARATONA

Apesar de não ter sido um nome que apenas a gente utilizou, não encontramos outro que traduza melhor, sentimentos físicos, médicos e metafísicos a cerca do momento atual.

Clara Carvalho e Geibel Reis, residentes do HC FMUSP coordenam o time de conteúdo. Gostam muito do formato “Jornal Nacional” já consagrado. Só tema quente passa pela bancada dessa dupla.

Entre 18 e 21 de março, toda noite haverá uma discussão de caso clínico, com ênfase prática. Abordaremos também rotinas e vivências do HC FMUSP.

SIM! A Editora PONTO,  editora do Grupo MOVER, é a responsável por editar nossos cadernos, entregues em PDF de alta defição.

A plataforma HOTMART disponibiliza o APP SPARKLE, onde você consegue acesso on-line e off-line dos conteúdos e carrega tudo isso em seu celular.

Através de nosso Grupo no TELEGRAM.

A equipe de conteúdo está sempre atenta ao nosso grupo para esclarecer dúvidas dos conteúdos discutidos.

Como fomos avaliados?

1
MÉDIA GLOBAL

Contabilizando as avaliações dos dois cursos, das pesquisas internas e do nosso time de controle de qualidade, conseguimos atingir essa média.

1
MÉDIA MOVER PS

As aulas e materiais didáticos do MOVER PS receberam notas com média acima de 9,0 pontos.

Cinco módulos e mais de 70 aulas, com conformações e tipos diferentes.

1
MÉDIA CLUBE242

Foram oito semanas de conteúdo quase diário com essa média fantástica. Na segunda semana ouvimos e implementamos sugestões como da audioaula e formatação dos materiais.

Dor. Senti muita dor. Dor do desconhecido, da perda, da saudade, do medo, da insegurança. Tem sido desafiador, mas ao mesmo tempo uma grande escola. Zona de conforto foi para o espaço.

CLARA CARVALHO

PLANTONISTA PS COVID | HC FMUSP

Foi um momento diferente na minha história como médico. Parecia que os 4 anos de experiência, de SAMU, de cursos, de intubações complicadas, não serviam de nada.
Paciente difícil… sedar, intubar, ventilar, despertar. Zona de conforto foi para o espaço. 

Geibel Reis

PLANTONISTA UTI COVID | HC FMUSP